ECONOMIA

Economia

No início, os primeiros colonizadores da vila cultivavam cereais básicos para si e para suas famílias. Posteriormente visando lucros, aconteceu a implantação da cultura do café, fazendo assim com que a lavoura fosse abandonada devido às dificuldades de escoamento da produção, tendo como um dos principais motivos a ausência de vias terrestres para o transporte da produção.

Em 1958 foi decretado a criação do município de Araguaína, o desenvolvimento econômico-social do município começou efetivamente a partir de 1960, com a construção da rodovia Belém-Brasília, a economia da cidade começou a crescer e atingiu alto nível de desenvolvimento, tornando-se a quarta maior cidade do estado (na época Goiás) de 1980 a 1989. Araguaína se tornou a maior cidade do Estado e capital pretensa, porém, a escolha não aconteceu por motivo de fatores geográficos, políticos e sociais. Entretanto, o município ganhou o título de Capital Econômica do Estado, sendo a principal força econômica do Tocantins.

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Araguaína é um centro econômico forte e estratégico, um dos mais importantes municípios do Tocantins e da Região Norte do país, indutor de desenvolvimento regional, inserido em uma das regiões que mais crescem no Brasil. O principal motivo é que os limites de Araguaína fazem parte da importante região de expansão da fronteira agrícola das regiões Norte e Nordeste, região essa denominada por MATOPIBA, que é uma região formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, além também de ser considerada a capital simbólica do MATOPIBA e a capital econômica do Tocantins

Araguaína também é um estratégico e forte centro econômico que impulsiona o desenvolvimento regional. Destaca-se por seu centro comercial varejista e atacadista, atendendo mais de 2 milhões de consumidores em um raio de 250km2. Tendo o comércio alimentado pelo agronegócio, agricultura e pecuária de ponta que movimenta as demais cadeias produtivas, Araguaína é chamada de a "Capital do Boi Gordo", uma vez que uma das principais fontes de renda é a criação de gado, sem contar que o agronegócio fomenta seu centro comercial varejista e atacadista bem como a agroindústria local. O município conta com seis frigoríficos exportadores, além de duas unidades abatedoras de frango. Araguaína conta também com a silvicultura, contendo mais de 100 mil hectares de floresta plantados, incluindo eucaliptos, seringueiras e madeiras nobres, gerando oportunidade de negócios nos setores de movelaria, produção de celulose e de carvão.

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Cavalgada

A cavalgada de Araguaína completou 31 anos de tradição, sempre com muita expectativa, a tradicional Cavalgada que reúne cavaleiros, amazonas e caravanas de vários estados é considerada a maior cavalgada do mundo.

Em 2019 o diretor da Cavalgada na época, Marcos Militão Rezende informou que a 31ª Cavalgada de Araguaína daquele ano, foi composta de mais de 5.700 cavaleiros em 57 comitivas e mais de 100 mil espectadores.

De acordo com a assessoria, a Cavalgada 2019 teve um percurso de 6 km com saída da BR-153 pela Avenida Cônego João Lima até a Praça das Bandeiras, virando à direita, seguindo à Rua Getúlio Vargas virando na Avenida 13 de Maio e seguindo na Avenida Prefeito João de Sousa Lima, virando na Avenida Filadélfia, encerrando em frente ao Parque de Exposições.

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Durante o percurso são julgados os quesitos: comitiva uniforme, comitiva mais organizada, comitiva com tropa mais padronizada, peão mais caracterizado em muar, peão mais caracterizado em equino, amazona mais caracterizada, cavaleiro mirim, cavaleiro idoso, amazona idosa, berranteiro padrão, peão mais caracterizado em boi, comitivas de boné e/ou camisetas não entrarão no julgamento. Em 2020 e 2021 não houve cavalgada devido a restrições em decorrência da pandemia do Coronavírus (COVID-19).

VISÃO DE FORA:

Para você que é de fora de Araguaína vamos fazê-lo entender um pouco mais sobre essa “Cavalgada” que como já foi mencionada anteriormente, já foi a maior cavalgada do mundo. Imagine um típico domingo de sol onde na maioria das cidades as pessoas costumam ir para uma praia ou ir almoçar com a família, o que tipicamente também acontece em Araguaína.

Mas não nesse domingo, esse é o famoso domingo da cavalgada, onde os Araguainenses, francamente falando, nem se preocupam com o almoço. Neste dia, a maior preocupação do Araguainense ‘Raiz’ é estar com a roupa da sua comitiva e montado em um cavalo, ou, quem não vai participar desfilando, é escolher o melhor lugar para poder olhar de perto as comitivas passando e tirar várias fotos desse momento.

Fazendo uma analogia, a cavalgada para Araguaína é como a apresentação das escolas de samba no Rio/São Paulo, carnaval de Salvador e São João no nordeste. É onde milhares de pessoas se preparam praticamente o ano todo para este momento.

A cavalgada de Araguaína é um espetáculo, tudo começa com as pessoas organizando as ruas para que estejam preparadas para receber as comitivas, então você começa a ouvir o som dos trotes dos cavalos, alguns começam a relinchar e fazer bastante barulho, quando finalmente as comitivas começam a aparecer é um misto de emoção, é algo colorido e lindo de se ver.

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Você não consegue saber para onde olha, fica falando e apontando para os cavalos e toda as suas cores é algo magnífico de olhar, cada cavalo mais bonito que o outro, as comitivas organizadas com suas cores e adereços dão uma “separação” entre uma comitiva e outra, ficando assim mais fácil de distinguir quando algo começa e algo termina.

Por fim, todos já cheios de experiências magníficas da cavalgada, se reúnem em shows, bares ou até mesmo vão para suas casas. Cheios de assuntos que com certeza irá render por meses e meses.

A cavalgada abre a Expoara( feira de Exposição Agropecuária de Araguaína) onde acontecem negócios das mais variadas espécies do ramo de Agricultura e Pecuária. Também Leilões de gado leiteiro e de corte. Na programação da Expoara também tem o tradicional rodeio, que começa geralmente na quinta-feira e encerra no domingo.